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Consciência Negra

O que um comentário sobre cabelo tem a ver com racismo?

por Comunicação Institucional do Serpro - Porto Alegre — 23 de novembro de 2017
Padrão estético europeu induz a percepção de que cabelos crespos são "diferentes"
Campanha anti-racismo

Por que alguém que tem cabelo crespo frequentemente tem seu cabelo percebido como “engraçado” ou “exótico” – mesmo num país em que a maioria da população é negra?

"Meu cabelo não é exótico e não é engraçado, ele simplesmente faz parte de quem sou. Eu nasci com ele. Mas perdi a conta de quantas vezes já ouvi esse tipo de comentário”, diz Thais Argolo, da área de Gestão de Pessoas, que também faz parte do Comitê de Equidade de Gênero e Raça do Serpro.

Não faz sentido falar em “cabelo bom” e “cabelo ruim”, enfatiza Thais. “Existe é cabelo enrolado, cacheado, crespo, liso, alisado e muitos outros. Por muito tempo, o cabelo crespo foi visto como algo ruim, porque nosso padrão estético sempre foi europeizado. A partir do momento em que assumimos o nosso cabelo ao natural, podemos incentivar outras mulheres e homens a assumirem também, e isso se torna um ato de resistência. Mas não se pode exigir isso de ninguém”, ressalva. "Nem sempre se tem disposição para ficar ouvindo esse tipo de comentário repetidamente, e a todo tempo se escutam coisas ruins a respeito de cabelo crespo. O sentido de trazer essas coisas que ouvimos para compartilhar com colegas da empresa é o de alertar para essa necessidade: cada pessoa deve ser respeitada em sua natureza e em sua escolha."

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