Governo consolida versão 1.0 da arquitetura e-PING
A versão 1.0 da arquitetura e-PING – Padrões de interoperabilidade de Governo Eletrônico - já está disponível no endereço www.eping.e.gov.br.
O documento foi consolidado após ampla consulta junto à sociedade civil no ano passado. Entre as principais contribuições estão a inserção de novos conteúdos como geoprocessamento, ampliação de itens já contemplados como XML e webservice e aperfeiçoamento técnico de vários itens do documento. A próxima etapa consiste na implantação da arquitetura e-PING nas diversas esferas do governo.
Experiências pilotos já estão sendo desenvolvidas no âmbito do governo federal. Uma delas é junto ao Sistema Nacional de Integração de Informações em Justiça e Segurança Pública (www.infoseg.gov.br) para integrar todos os bancos de dados existentes nessa área no país, lançado no final do ano passado. O objetivo é a integração e disponibilização de informações sobre inquéritos policiais, mandatos de prisão armas de fogo, processos criminais e veículos.
Com o Ministério das Comunicações também é desenvolvido um piloto junto ao licenciamento de rádios comunitárias, possibilitando cadastrar solicitações de outorga de uma rádio comunitária por meio de um portal, além de permitir a visualização geográfica das rádios comunitárias no país. Outra ação no âmbito da e-PING ocorre junto ao Instituto de Tecnologia da Informação (ITI) da Presidência da República para a certificação de tokens e smart cards. O objetivo desta ação é experimentar um processo que certifique a aderência de determinado serviço ou produto à e-PING.
Segundo o secretário de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, a interoperabilidade entre sistemas de informação é essencial no desenvolvimento de um bom projeto de governo eletrônico e tem sido adotada pelos países mais avançados nessa área. Uma de suas grandes virtudes é a redução da burocracia estatal porque permite grande simplificação dos procedimentos.
A arquitetura e-PING define um conjunto mínimo de premissas, políticas e especificações técnicas que regulamentam a utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no Governo Federal, estabelecendo as condições de interação com os demais poderes e esferas do governo e com a sociedade em geral.
O processo de consulta à versão 0 recebeu 95 contribuições e 18 comentários entre junho e agosto de 2004. Mais de 600 pessoas de empresas, universidades e governo (federal, estadual e municipal) participaram das audiências públicas realizadas em seis capitais brasileiras: Porto Alegre, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife. As sugestões acolhidas resultaram na versão 1.0.
Governo Eletrônico, Notícias, 4 de fevereiro de 2005