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Rede varejista retoma vendas de PC popular

O Magazine Luiza voltou a vender, no sábado, os PCs populares com financiamento facilitado.

A procura acima do esperado havia esgotado, há cerca de duas semanas, os estoques da rede varejista -até agora, a única a utilizar os recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) destinados à inclusão digital.

A "pausa" nas vendas teve início no dia 1º de janeiro e refere-se a um modelo específico da Positivo Informática -por enquanto o único PC a receber este benefício do programa governamental Computador Para Todos. Em 12 dias, o Magazine vendeu as 15 mil unidades do produto que, segundo suas previsões, seriam comercializadas em três meses.

O micro tem processador Intel Celeron D315, 40 GB de HD, 128 MB de memória, gravador de CD, pode ser conectado à internet, monitor de 15", teclado ABNT, sistema operacional Linux em português e 27 aplicativos. Seu preço à vista é R$ 1.255, mas o grande chamariz -e responsável pela queima dos estoques- é o financiamento: 25 parcelas de R$ 69,90 (total de R$ 1.747).

As vendas são feitas com entregas programadas e, por isso, muitos daqueles que compraram o PC em dezembro só receberão o produto em janeiro. Este mesmo sistema funciona com a retomada das vendas no último sábado -isso significa que, depois de fechar negócio, os clientes não saem das lojas com o computador.

"A partir de sábado, poderemos comercializar mais 30 mil peças. A entrega não é imediata, mas a diferença [de preços] é tão grande que vale a pena esperar alguns dias para receber o produto", afirma Marcelo Rodrigues Neves, gerente de compras do Núcleo de informática do Magazine Luiza.

Estréia
O Magazine Luiza, primeira rede a receber os recursos do BNDES, passou a oferecer o financiamento -feito nas próprias lojas-- no dia 20 de dezembro. Outras empresas estão cadastradas para ter acesso a esse benefício, mas o banco não divulga quais são elas.

Para oferecer o financiamento facilitado a seus clientes, as empresas têm de ser 100% brasileiras, auditadas e ter seus acionistas majoritários residindo no Brasil. Os micros financiados precisam custar até R$ 1.400, ter seus fabricantes cadastrados junto ao MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia) e seguir configuração pré-estabelecida pelo governo.

Outra frente do projeto, em vigor desde junho, permite que os computadores de até R$ 2.500 sejam vendidos com isenção do PIS e Cofins. Isso, na prática, significa redução de cerca de 9,25% nos preços.

Folha Online, 16 de janeiro de 2006