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Consegi debate criação de um mapa da inclusão digital no país

Por quê, para quê, qual a necessidade e como fazer uma avaliação consistente das ações de inclusão digital espalhadas pelo território brasileiro? Essas foram as questões abordadas pelo painel "Acompanhamento e Avaliação de Iniciativas de Inclusão Digital", realizado hoje, 29, no Consegi 2008.

Os painelistas concordaram que um modelo de avaliação deve ser criado e compartilhado, para que essas iniciativas de inclusão possam ser mapeadas em todos os seus meandros: espaço, equipamentos, localidade, software, fator humano, restrições.

Maria de Fátima Brandão, da Casa Brasil, um dos maiores projetos de inclusão digital e social do governo federal, acredita que a avaliação deve ser concebida como aprendizagem social, onde todos as pessoas envolvidas - gestores, avaladores e usuários -, possam mensurar, participativamente, os fatores críticos e os de sucesso. Para ela, a avaliação é construída para qualificar os diálogos dos "atores" e apoiar os modelos descentralizados de governança e controle social.

A visão da Caixa Econômica Federal para as iniciativas inclusivas está voltada para a auto-suficiência do cidadão. Luiza de Paula disse: " O desafio é ativar digitalmente os clientes/cidadãos por meio da otimização de processos. Como principal banco de políticas sociais - Bolsa Família, Habitação, FGTS, PIS/Pasep -, a CEF está atenta a conectividade social. Uma de suas recentes ações é um espaço de inclusão de idosos".

Cecília Leite discorreu sobre dois programas sociais do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBCT). O Instituto já trabalha com o mapeamento de inclusão digital, identificando as ações já existentes: Telecentros; Infocentros, Lan Houses; Cibercafé, Centros de ID, Laboratórios de Informática. O mapa ajuda na integração e disseminação das iniciativas sociais espalhadas pelo país.

O professor da UnB, Carlos Seabra, alertou: "É necessário que o mapeamento das ações seja minucioso. Hoje os dados são imprecisos, distorcidos, escamoteados e mal tratados. Se conseguirmos, num primeiro momento, disponibilizar as informações poucas que temos, estaremos dando os primeiros passos para essa avaliação de uma forma mais eficaz. A interoperabilidade será um dos fatores primórdiais".

A diretora do Serpro, Vera Moraes, mediadora do painel, provocou: "Fazer uma avaliação, mapeamento das ações de inclusão digital, é importante. Devemos ter em mente que inclusão digital objetiva formar indivíduos participantes, indagadores, motivados em prol de uma sociedade mais justa e proativa. Inovar e aprimorar os mecanismos neste esforço coletivo de inclusão digital é vital para formar essa 'comunidade' participativa".

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Comunicação Social do Serpro - Brasília, 29 de agosto de 2008