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Dia Internacional da Mulher

O conhecimento como um escudo

Saber mais sobre violência psicológica e sexual aumenta a chance de escapar a agressões
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por Comitê de Equidade de Gênero e Raça — 29 de março de 2018

No último dia 27, a lutadora Érica Paes promoveu uma palestra no Serpro sobre autodefesa para mulheres. Por conta de sua vivência própria e por acompanhar os casos de violência doméstica de alunas que a procuram, Érica deu exemplos muito vívidos de falas que caracterizam a violência psicológica.

 A palestrante começou destacando que a violência psicológica pode começar com um ‘você não vai com essa roupa’. E continuou: “Depois vem uma proibição: ‘não fala com fulano’ e você pensa, ‘nossa, que legal, ele se preocupa comigo’. E eu sei que a gente vibra com isso, eu sei como é, por experiência própria”, confidenciou Érica.

“Olha, ele nunca me bateu... mas quebrou meu celular, rasgou minha roupa, quebrou a casa toda. Mas nunca me encostou um dedo’. Depois disso vem o soco na parede, ele esmurra o guarda-roupa, quebra a mão. Dá uma porrada na mesa. Depois começa a xingar a mulher, até que chega o dia em que esse vulcão entra em erupção e se transforma em violência física”, exemplifica Érica.

Da violência psicológica se passa à violência física, que também pode ser sexual. “Se um homem te xinga, alterado, não tente contê-lo. É como um vulcão em atividade. Concorde, escape, procure ajuda. Ele não vai mudar, não com sua ajuda. Talvez mude com ajuda de outras pessoas, de profissionais, mas não da vítima. Garanta sua integridade”, recomendou Érica. “A violência doméstica é progressiva”, frisou, evidenciando a necessidade de se usar racionalidade para aumentar as chances de escapar a esse tipo de agressão.

Intimidações psicológicas também são violência

Proibições, silenciamentos, xingamentos, chantagens, humilhações e ameaças repetidas são comportamentos que caracterizam a chamada violência psicológica, inclusive prevista pela Lei Maria da Penha. A ocorrência dessas condutas sinaliza risco potencial pois, conforme explicam especialistas, a violência em âmbito doméstico costuma ser ascendente. O socorro deve ser procurado – e oferecido – assim que se constatam os primeiros sinais desse tipo de comportamento.

Já a violência sexual se caracteriza pela situação na qual a mulher é forçada à prática sexual ou outros atos libidinosos, mediante ameaças, agressões físicas, grande intimidação psicológica ou qualquer outro meio que comprometa o seu livre consentimento. Sexo forçado no casamento também configura violência sexual, assim como estupro, abuso incestuoso, assédio, obrigar à prostituição, obrigar ao aborto ou ao uso de anticoncepcionais.

Saiba mais sobre o assunto consultando a Cartilha Combate à Violência Contra a mulher, publicada pelo Serpro.

Onde procurar ajuda

  • No Serpro: Se precisar de orientação, entre em contato com a rede de apoio da empresa, que é formada pelos profissionais das equipes de saúde e segurança do trabalho: assistentes sociais, psicólogos organizacionais e do trabalho, médicos do trabalho e técnicos de enfermagem. Essas pessoas têm sua atuação voltada para a preservação da saúde das empregadas e empregados, nos seus aspectos físico, psíquico e social.
  •  Fora do Serpro: Ligue 180 - Central de Atendimento à Mulher. O Ligue 180 foi criado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) para servir de canal direto de orientação sobre direitos e serviços públicos para a população feminina em todo o país. Ele é o canal principal de acesso aos serviços para mulheres que sofrem violência doméstica. A ligação é gratuita.
  • Palestra de autodefesa Ministrada por Érica Paes - empregadas e empregados podem acessar a palestra ministrada em 27 de março de 2018 a partir deste link.

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