Notícia
Segurança Digital
Serpro defende governança e segurança de dados públicos em evento nacional sobre privacidade

O Serpro participou, nesta segunda-feira, 25 de agosto, do painel de abertura do 16º Seminário de Proteção à Privacidade e aos Dados Pessoais, em São Paulo, reforçando seu papel estratégico na defesa dos dados públicos e no fortalecimento da confiança nos serviços digitais do governo. O evento, promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), marca os 15 anos de um dos principais fóruns nacionais sobre o tema. A edição de 2025 trouxe uma agenda ampliada, com convidados internacionais e foco especial nos desafios impostos pela inteligência artificial e pela crescente ameaça dos crimes cibernéticos.
A gerente de Combate à Fraude Cibernética da empresa, Débora Sirotheau, integrou um painel exclusivamente feminino que reuniu especialistas de diferentes esferas da administração pública, da sociedade civil e da academia. A discussão abordou a complexa e, por vezes, desafiadora relação do Estado com a gestão de dados. Destacou-se que o ritmo acelerado de implementação de soluções, muitas vezes sem tempo adequado para reflexão, contrasta com a necessidade de um debate estruturado e aprofundado. Nesse contexto, os espaços de diálogo promovidos pelo seminário ganham ainda mais relevância. A conversa reforçou a ideia de que o dado, por si só, não gera benefício sem uma estrutura robusta de governança, segurança e de garantia de privacidade e proteção de dados dos cidadãos.
Dados pessoais como alvo da fraude
Durante sua participação, Débora destacou a atuação do Serpro como operador de sistemas críticos do governo federal, com larga experiência em segurança da informação e prevenção à fraude digital. Segundo ela, a criação de uma área especializada em combate à fraude cibernética dentro da estatal está alinhada às melhores práticas internacionais e representa um passo essencial para fortalecer a integridade dos serviços públicos digitais.
De acordo com a gerente, a proteção de dados é um escudo fundamental contra as fraudes, que se alimentam de dados pessoais para terem êxito. Débora desmistificou a ideia de que a LGPD proíbe o tratamento de dados, explicando que a lei impõe regras para que o tratamento de dados seja lícito, destacando a observância dos princípios e abordando as hipóteses legais para o tratamento de dados com a finalidade de prevenção à fraude.
Sua apresentação reforçou ainda o compromisso do Serpro com a inovação e a segurança, pilares essenciais para construir um país mais conectado e justo. Segundo ela, a estatal utiliza ferramentas avançadas de análise de risco e inteligência cibernética para identificar e bloquear tentativas de fraude que impactam diretamente os cidadãos e os serviços públicos. Essa atuação contribui para um ecossistema digital mais seguro, transparente e eficiente.
O painel
Moderado por Luanna Sant’Anna Roncaratti (Secretaria de Governo Digital), o painel de mulheres contou ainda com a participação de Daniela Copetti Cravo (Prefeitura de Porto Alegre), Daniela Juliano (UFF) e Fernanda Campagnucci (InternetLab). A discussão trouxe visões complementares sobre os desafios concretos de garantir a interoperabilidade segura entre sistemas, respeitando os princípios da privacidade desde a concepção dos serviços.
Um dos principais pontos abordados foi a necessidade de conciliar o avanço tecnológico com uma governança de dados sólida e transparente. A urgência por entregas e a escassez de espaços de reflexão sobre o tema foram apontadas como entraves à construção de políticas públicas sustentáveis e com foco nos direitos dos cidadãos.
Confira a gravação do painel no canal do NIC.br no Youtube: