Notícia
Dia do Trabalhador
A infraestrutura invisível que sustenta o trabalho formal no Brasil

Quatro anos de crescimento ininterrupto elevaram o emprego formal brasileiro a 49 milhões* de vínculos em 1º de maio de 2026, um salto de 11% desde 2022, quando o país registrava 44 milhões postos formais. Por trás desse número único estão milhões de dados processados diariamente pelos sistemas do ecossistema do trabalho.
Mais do que indicar expansão do emprego formal, os dados anuais - 45,5 milhões (2023), 47,2 milhões (2024) e 48,5 milhões (2025) - evidenciam uma dinâmica crescente que demanda infraestrutura tecnológica capaz de registrar, processar e integrar informações com segurança e padronização.
"A tecnologia que sustenta o trabalho formal no Brasil não é apenas um suporte operacional - ela é parte ativa da capacidade do Estado de garantir direitos e dar escala às políticas públicas de emprego. Sistemas como eSocial, FGTS Digital, Crédito do Trabalhador, entre outros, permitem integrar informações sob total domínio estatal e reduzir inconsistências para operar essa base em nível nacional. Ao garantir segurança e estabilidade dessas soluções, o Serpro coloca a tecnologia a serviço do crescimento do país."
Da RAIS à integração digital
A organização das informações sobre o trabalho formal no Brasil não é recente, e a participação do Serpro nessa trajetória também não. Desde a criação da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), na década de 1970, o Estado brasileiro conta com a estatal para estruturar uma base nacional de dados que organiza vínculos trabalhistas e subsidia políticas públicas para o setor.
Ao longo dos anos, essa base evoluiu de modelos declaratórios e periódicos para uma arquitetura digital integrada, com atualização mais frequente e maior capacidade de processamento. Esse movimento se consolida na integração de sistemas como o eSocial, responsável por centralizar o envio de informações trabalhistas, e o FGTS Digital, que moderniza o recolhimento e o controle de encargos.
“O que antes era consolidado anualmente, hoje é processado de forma contínua, com integração entre sistemas e maior qualidade dos dados. Essa evolução permite ao Estado atuar com mais precisão e reduzir inconsistências na gestão do trabalho formal”, afirma Ariadne Fonseca, diretora de Negócios Econômico-Fazendários do Serpro.
A diretora explica que essa transformação vai além da substituição de sistemas e representa a integração de diferentes bases em um ambiente único. Com isso, o Estado amplia a transparência e passa a operar com mais agilidade. “É essa trajetória que sustenta, hoje, a capacidade de operar o trabalho formal em escala nacional e de responder rapidamente a demandas como a implementação de programas emergenciais de emprego”, avalia Ariadne.
Base digital do trabalho em escala nacional
A operação dessa base integrada ocorre em escala nacional e envolve volumes expressivos de dados e transações. O eSocial reúne informações de dezenas de milhões de trabalhadores e processa, diariamente, milhões de eventos relacionados às relações de trabalho. A Carteira de Trabalho Digital, principal interface do trabalhador com seus dados profissionais, já foi utilizada por mais de 100 milhões de brasileiros. O FGTS Digital, por sua vez, movimenta mensalmente bilhões de reais em recolhimentos e automatiza a gestão de obrigações trabalhistas.
No Dia do Trabalho, o protagonismo é, com razão, do trabalhador. Mas, por trás de cada vínculo formal registrado no país, há uma infraestrutura digital que garante que essas relações existam, sejam acompanhadas e produzam efeitos concretos. Uma operação contínua, que sustenta não apenas o emprego formal, mas a própria capacidade do Estado de organizar e responder à dinâmica do trabalho no Brasil.
“O Serpro tem papel estratégico ao lado do Ministério do Trabalho e de outras instituições públicas para garantir a formalização do emprego, sustentando essa infraestrutura invisível. Neste Dia do Trabalhador, parabenizamos todas as trabalhadoras e trabalhadores do Brasil, e reforçamos que a tecnologia pública é fundamental para transformar registros em direitos concretos e contribuir para um mercado de trabalho mais justo” declara o presidente do Serpro, Wilton Mota.

*Fonte dos dados: Novo Caged – Estatísticas Mensais do Emprego Formal, consolidado a partir de informações do eSocial, Caged e Empregador Web.