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Brasil articula parcerias e investimentos estratégicos em inteligência artificial na Índia

A participação do Serpro na missão do Governo do Brasil à Índia integrou a agenda externa voltada à cooperação em inteligência artificial como política pública estruturante, em um contexto de articulação do Estado brasileiro para o desenvolvimento de competências próprias, soberanas e aplicadas ao setor público.
A visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Índia ocorre entre os dias 18 e 22 de fevereiro, com compromissos em Nova Délhi, e tem como eixo central o aprofundamento das relações bilaterais e a atuação do Brasil nos debates globais sobre inteligência artificial, governança digital e desenvolvimento sustentável. Um dos principais compromissos é a participação brasileira na AI Impact Summit, cúpula internacional que reúne chefes de Estado, autoridades governamentais e especialistas para discutir o uso responsável da IA e seus impactos sociais.
A comitiva brasileira reúne 11 ministros de Estado e representantes de áreas estratégicas do governo federal. O Serpro integra a delegação e participa das discussões técnicas do AI Impact Summit, contribuindo com a experiência acumulada pela empresa na operação de soluções de inteligência artificial aplicadas a serviços públicos, prevenção a fraudes e apoio à formulação e execução de políticas públicas em contextos massivos.
Atuação técnica construída antes da agenda externa
Para o presidente do Serpro, Wilton Mota, a participação da empresa na agenda internacional reflete um trabalho técnico que antecede a visita oficial. “A agenda internacional não nasce na viagem. Ela é construída a partir de capacidades técnicas que o país desenvolve internamente. O Serpro vem estruturando, de forma contínua, as bases que permitem ao Brasil dialogar em alto nível sobre inteligência artificial como política de Estado”, observou.
Segundo Mota, a estratégia da empresa está alinhada ao entendimento de que a inteligência artificial passa a ocupar um papel central no funcionamento do governo. “A inteligência artificial já é infraestrutura essencial para o Estado. A estratégia do Serpro é sustentar essa capacidade de forma soberana, segura e em escala, garantindo que o governo brasileiro tenha domínio sobre os dados, os modelos e a tecnologia que apoiam políticas públicas e serviços à população”, acrescentou.
Execução em escala e contribuição técnica ao debate internacional
Durante as atividades internacionais, o Serpro levou à cúpula a experiência acumulada no desenvolvimento e na operação de soluções de inteligência artificial em ambientes críticos do Estado brasileiro, com aplicações diretas em serviços ao cidadão, combate a fraudes e apoio à gestão pública.
De acordo com André Agatte, diretor de Negócios e TI do Serpro, a contribuição da empresa está associada à capacidade concreta de execução. “O debate internacional sobre inteligência artificial só faz sentido quando está conectado à capacidade real de operação. O Serpro mantém soluções de IA em produção, com dados sensíveis e em grande escala, o que nos permite contribuir tecnicamente para a construção de uma inteligência pública confiável e alinhada às prioridades do Estado brasileiro”, explicou.
A atuação do Serpro envolve todas as etapas do ciclo de vida da inteligência artificial aplicada ao setor público, incluindo governança, curadoria de dados, arquitetura, treinamento, avaliação e monitoramento de modelos em produção.
Para Carlos Rodrigo Lima, gestor do Centro de Excelência em Ciência de Dados e Inteligência Artificial do Serpro, essa abordagem é determinante para que a tecnologia gere impacto social e institucional. “Desenvolver inteligência artificial para o setor público exige domínio completo da tecnologia e do contexto em que ela é aplicada. A experiência do Serpro demonstra que a IA só produz resultados concretos quando está integrada a políticas públicas e operada sob controle público, com critérios claros de governança, ética e segurança”, avaliou.
O presidente do Serpro, Wilton Mota, ressalta que a presença institucional do Serpro na agenda internacional reforça o papel da empresa como executora técnica da estratégia nacional de inteligência artificial, conectando diretrizes de Estado à capacidade operacional necessária para sustentar a inteligência pública brasileira. “Estamos dedicados e comprometidos com o Governo do Brasil para viabilizar os projetos desenhados dentro do PBIA e viabilizar que nosso país, em cooperação com outros países, alcance a soberania digital também no desenvolvimento de IA”, concluiu.
Foto: Flickr do Palácio do Planalto