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Meio Ambiente
Do data center à sustentabilidade: como o Serpro prepara sua infraestrutura para o futuro digital

No Mês do Meio Ambiente, a sustentabilidade ganha destaque em diferentes setores da economia. No universo digital, o desafio passa por tornar a infraestrutura tecnológica mais eficiente, reduzindo custos e ampliando o uso de fontes renováveis sem comprometer o desempenho dos serviços. No Serpro, empresa estatal de inteligência em governo digital, essa estratégia já orienta a evolução dos data centers que sustentam grande parte dos serviços digitais do Estado brasileiro.
Todos os dias, milhares de transações digitais passam pela infraestrutura da empresa. Sistemas que viabilizam a arrecadação tributária, a identidade digital dos cidadãos, a gestão financeira da União e milhares de serviços públicos operam de forma ininterrupta, exigindo alta capacidade computacional e disponibilidade permanente.
O desafio é estratégico: processar mais de 100 bilhões de transações anuais, manter mais de 5 mil serviços em produção com monitoramento 24 horas por dia e operar cerca de 90% dos sistemas estruturantes da administração pública federal, tudo isso sem que o consumo energético cresça na mesma proporção.
Para isso, o Serpro investe continuamente na evolução de seus data centers. As maiores demandas estão nas Regionais Brasília e São Paulo, onde o consumo é constante e existe previsão de ampliação significativa em função do crescimento de serviços em nuvem e inteligência artificial. "O Serpro vem atuando em diferentes frentes para garantir eficiência operacional e viabilidade econômica", explica Francisco Gualberto, gerente de Logística da empresa.
Arquitetura eficiente desde a concepção
A diferença começa na forma como os data centers são projetados. Segundo Régison Martins, gerente de Centro de Dados, os ambientes antigos foram concebidos com foco em disponibilidade e redundância. Os modernos nascem com arquitetura voltada para equilibrar desempenho, sustentabilidade e custo operacional.
O Data Center Modular de São Paulo exemplifica essa evolução. Ele foi desenvolvido com maior controle do fluxo de ar, redução de desperdícios térmicos, expansão gradual conforme a demanda e melhor aproveitamento da energia consumida pelos equipamentos de TI.
Virtualização, modernização de equipamentos e monitoramento contínuo em tempo real permitem ao Serpro ampliar significativamente sua capacidade computacional sem crescimento proporcional de infraestrutura física. A virtualização consolidou múltiplas cargas de trabalho em menos servidores, reduzindo consumo elétrico, ocupação de espaço e demanda de refrigeração. Servidores, storages e equipamentos de rede mais recentes oferecem melhor desempenho por watt consumido. E a observabilidade contínua dos ambientes críticos aumenta a previsibilidade operacional, identifica desperdícios e melhora o planejamento de expansão.
Energia renovável e redução de custos
Paralelamente, o Serpro implementa uma estratégia de gestão energética para ampliar o uso de fontes renováveis e reduzir custos operacionais.
A principal ação é a migração para o Mercado Livre de Energia. Em abril deste ano, cinco regionais já concluíram a migração, incluindo Brasília e São Paulo. Todo o processo deve ser finalizado até setembro de 2026. "Estimamos uma economia média de 30% nas despesas com energia elétrica", afirma Francisco Gualberto.
A segunda frente é a implantação de usinas fotovoltaicas para autoprodução de energia. A primeira etapa, em fase de licitação, contempla Fortaleza, Recife, Salvador e Belo Horizonte. A segunda, em planejamento, prevê unidades em São Paulo, Brasília, Sede, Curitiba e Porto Alegre.
Combinadas, as duas iniciativas podem reduzir em até 55% os gastos globais do Serpro com energia elétrica. Importante notar que essas ações não reduzem diretamente o consumo, mas reduzem custos e ampliam o uso de fontes renováveis, trazendo ganho ambiental ao migrar para uma matriz energética mais limpa.
Sustentabilidade como pilar estratégico
O avanço da computação em nuvem, da inteligência artificial e dos serviços digitais exige infraestrutura cada vez mais robusta e eficiente. Nesse contexto, sustentabilidade e eficiência deixam de ser apenas objetivos ambientais e passam a integrar a própria estratégia tecnológica da organização.
Para Régison Martins, esse movimento já está incorporado ao planejamento dos novos projetos. "A estratégia corporativa do Serpro trata sustentabilidade como pilar estruturante da evolução dos data centers e da Nuvem de Governo. A eficiência resulta da combinação entre arquitetura, operação, climatização, monitoramento, automação e modernização contínua da infraestrutura", informa o gerente.
Ao combinar evolução tecnológica, gestão energética e fontes renováveis, o Serpro prepara sua infraestrutura para responder ao crescimento contínuo dos serviços digitais do Estado, mantendo compromisso com eficiência operacional e soberania digital.