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Serpro participa de programa nacional que usará IA na gestão territorial e ambiental

O governo federal lançou nesta semana o programa Ideia Terra Brasil, iniciativa nacional que utilizará inteligência artificial para integrar dados territoriais e ambientais e ampliar a capacidade do Estado de executar políticas fundiárias, ambientais e de crédito rural. Com duração prevista de 48 meses, o programa foi lançado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). A iniciativa faz parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), conta com o apoio do Serpro e será desenvolvida por meio de oito subprojetos.
O objetivo é construir uma infraestrutura pública digital capaz de conectar bases mantidas por diferentes órgãos e transformar grandes volumes de informações em análises que apoiem a fiscalização, a regularização fundiária e ambiental, a gestão do patrimônio público e a tomada de decisão.
Para o superintendente de Negócios do Serpro, Alexandre Ávila, a contribuição da empresa vai além da tecnologia. “Transformar dados em capacidade concreta de ação do Estado é o principal potencial do programa. O Serpro traz sua experiência em sistemas estruturantes, infraestrutura pública digital e tratamento seguro de grandes volumes de dados para contribuir com políticas fundiárias e ambientais mais ágeis, eficientes e acessíveis à sociedade”, afirma Ávila.
Experiência em sistemas estruturantes
As responsabilidades específicas do Serpro nos subprojetos estarão embasadas na experiência empresarial no desenvolvimento e na operação de sistemas estruturantes utilizados pelos órgãos responsáveis pela gestão territorial e fundiária do país.
As novas soluções deverão ser integradas a sistemas já operados pelo Serpro em parceria com instituições como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), responsável pelo SNCR, Sigef-Geo e CTR; o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), com o Terras do Brasil; e a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), com o SPUnet.
O programa também prevê a integração de informações do Cadastro Ambiental Rural, do registro eletrônico de imóveis, dos sistemas de controle de produtos florestais, de monitoramento de incêndios e de outras bases territoriais e ambientais.
Segundo a gerente de Negócios do Serpro, Aline Cappele, a inteligência artificial deverá ser utilizada em, pelo menos, duas frentes. “Há expectativa de utilização de inteligência artificial no apoio à análise automatizada de documentos, reduzindo atividades realizadas manualmente, e no processamento e interpretação de imagens geoespaciais, para apoiar análises técnicas e a tomada de decisão”, explica.
Menos burocracia e maior capacidade de análise
Para o governo, a expectativa é que a integração de dados e o uso de inteligência artificial ampliem a capacidade de execução de políticas públicas que atualmente enfrentam limitações de recursos e de capacidade analítica. Para a sociedade, os benefícios esperados incluem a simplificação do acesso às políticas públicas e a redução dos prazos de análise em procedimentos de regularização fundiária e ambiental. "A integração também poderá evitar que o cidadão tenha de apresentar novamente informações que já estão disponíveis em bases públicas, além de oferecer dados mais confiáveis para a atuação dos órgãos envolvidos", exemplifica Aline.
O programa é resultado de uma cooperação entre instituições públicas, empresas de tecnologia e organizações de pesquisa. Além do MGI, da RNP e do Serpro, participaram do lançamento representantes da Casa Civil da Presidência da República, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e da Dataprev.