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IRPF 2026
Imposto de Renda 2026 começa nesta segunda: veja prazo, como declarar e principais mudanças

A Receita Federal do Brasil (RFB) começa a receber, nesta segunda-feira, 23, as declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, ano-base 2025. O prazo de envio vai até 29 de maio. O ajuste com o Fisco pode ser feito por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD), disponível para download no site da RFB, ou pela plataforma online “Meu Imposto de Renda”, acessível também por dispositivos móveis.
O IRPF 2026 amplia o uso de automação no preenchimento da declaração e consolida a pré-preenchida como principal ferramenta de simplificação do processo. Em 2022, cerca de 2,5 milhões de contribuintes utilizaram a modalidade; três anos depois, em 2025, ela já respondia por mais da metade dos envios processados. A expectativa da Receita para 2026 é que ao menos 60% das declarações sejam feitas nesse formato.
A funcionalidade passa a incorporar automaticamente um volume cada vez maior de informações disponíveis nas bases da Receita Federal. Em 2026, uma das novidades é a inclusão de dados relacionados ao núcleo familiar, entre outras melhorias.
“A evolução da declaração pré-preenchida mostra como a integração de dados e a automação podem transformar a relação entre o cidadão e o Estado. Ao reduzir erros e simplificar o preenchimento para milhões de contribuintes, também elevamos a qualidade das informações fiscais”, afirma Wilton Mota, presidente do Serpro.
Mais inclusão e devolução de recursos aos contribuintes
O IRPF 2026 incorpora novos campos cadastrais, como nome social e informações de raça e cor do contribuinte e de seus dependentes. Para a diretora de Negócios Econômico-Fazendários do Serpro, Ariadne Fonseca, essa inclusão amplia o conjunto de dados disponíveis para a administração tributária, permite maior qualificação das bases utilizadas pelo governo e reflete a evolução dos serviços digitais públicos.
“A inclusão do nome social na declaração do IR representa a evolução de como os serviços públicos digitais reconhecem a identidade do cidadão. Ao incorporar essa possibilidade de forma estruturada no sistema, garantimos mais visibilidade, respeito às pessoas e aderência às políticas públicas do Estado”, disse.
O IRPF 2026 também inaugura, em caráter piloto, um modelo de restituição automática para contribuintes que têm valores a receber, mas não entregaram a declaração por não estarem obrigados. A partir das informações disponíveis nas bases da Receita Federal, o sistema passa a identificar esses casos e realizar o pagamento diretamente ao cidadão, desde que haja chave Pix vinculada ao CPF. Quando não houver, o contribuinte pode fazer a declaração e verificar a existência de valores a receber. De acordo com a RFB, cerca de 4 milhões de pessoas serão beneficiadas.
Para a diretora Ariadne, as novidades indicam uma evolução no funcionamento do sistema. “As mudanças mostram uma inflexão importante: o uso de tecnologia para reduzir assimetrias e garantir que o contribuinte acesse direitos que antes dependiam do seu próprio conhecimento”, analisa.
Um sistema que conversa com você
Outra mudança relevante está na forma como o sistema interage com o contribuinte. A plataforma passa a emitir alertas durante o preenchimento, indicando possíveis inconsistências antes do envio da declaração. A novidade está disponível tanto no preenchimento online pelo Meu Imposto de Renda (MIR) quanto pelo Programa Gerador da Declaração (PGD).
A funcionalidade permite identificar divergências entre as informações declaradas e os dados disponíveis nas bases da Receita Federal, além de sinalizar valores fora do padrão ou campos incompletos em tempo real. Com isso, o sistema antecipa a validação das informações e reduz a incidência de erros que tradicionalmente levariam o contribuinte à malha fina.
Para a superintendente de Tecnologia responsável pelo sistema no Serpro, Glaide Reverendo, a evolução marca uma mudança no modelo de funcionamento da declaração. “Estamos incorporando mecanismos de validação em tempo real que permitem ao sistema analisar as informações à medida que são preenchidas. Isso possibilita identificar inconsistências de forma antecipada e orientar o contribuinte durante o processo, reduzindo a necessidade de correções posteriores”, explica.