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Serpro conquista Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça

Nesta segunda-feira, 25, o Serpro conquistou oficialmente o selo Selo da 7ª edição do programa Pró-Equidade de Gênero e Raça. Em uma cerimônia que contou com a presença de duas ministras de Estado e diversos representantes da administração pública e do setor privado em Brasília, a estatal ganhou o reconhecimento de seus esforços para promover um ambiente de trabalho mais justo para todos, independentemente de gênero ou raça.
Foram dois anos de avaliação das práticas de inclusão e diversidade praticadas pelo Serpro, que ganhou o reconhecimento final juntamente com outras 78 organizações de todo o país.
“Ao assumimos essa responsabilidade, a empresa não apenas combate desigualdades históricas, mas também estimula a inovação, além de melhorar seu desempenho interno ao atrair talentos e acolher seus
empregados e empregadas. Integrar esse programa e receber o selo da 7° edição é a prova de que esse compromisso está no DNA do nosso negócio, gerando valor real para a sociedade”, avalia Valeria Silva, coordenadora do Projeto Estratégico ESG do Serpro. O selo foi recebido oficialmente pela superintendente do Gabinete Institucional do Serpro, Eunides Chaves.
O programa é coordenado é pelo Ministério das Mulheres em parceria com o Ministério da Igualdade Racial, Ministério do Trabalho e Emprego, ONU Mulheres e OIT. Além do reconhecimento das ações das empresas, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, assinou o protocolo de intenções de um novo programa de equidade de gênero, promovendo mais ações de cooperação entre o setor público e privado.
Nova diretriz
“É uma construção coletiva. Quem participa desses programas sabe que queremos empresas competitivas, um mercado ativo e eficiente que, ao mesmo tempo, honre as trabalhadoras e trabalhadores do país”, anunciou a ministra. Márcia Lopes ressaltou que as empresas vencedoras registram, em média, 26% menos desigualdade em comparação à média nacional. A ministra também anunciou uma nova diretriz para a 8ª edição do selo, voltada a ações de orientação e prevenção da violência contra as mulheres.
“Gênero e raça são dimensões inseparáveis da vida das pessoas. Os negros representam 56% da sociedade brasileira e seguem sub-representados nos espaços de decisão”, alertou a ministra da igualdade Racial, Rachel Barros. Segundo ela, pesquisas demonstraram que equipes de trabalho diversas alcançam melhores resultados e constroem ambientes mais saudáveis, além de representar melhor a sociedade que as empresas pretendem alcançar.
Teto de vidro
Já a vice-presidente do Banco do Brasil, Ana Cristina, relatou que sua instituição aderiu ao programa há vinte anos e que isso ajudou o BB a superar o chamado “teto de vidro”, as barreiras invisíveis que impedem mulheres e pessoas de grupos minorizados de avançar para cargos de liderança. “Tivemos uma transformação não só na gestão de pessoas, mas também na cultura organizacional. O respeito cresceu e surgiu o reconhecimento, transformando a nossa instituição. Eu vivi isso no dia a dia", relatou.
A secretária geral do Ministério da Defesa, Cinara Wagner, por sua vez, afirmou que o crescimento do programa nos últimos anos mostra que as ações passaram a fazer parte de diversos órgãos e entidades da administração pública. “A equidade não é responsabilidade de um único setor, mas de todos que acreditam”, ponderou.
Segundo a secretária, sua organização possui 43% de cargos ocupados por mulheres, com alguns destaques, como a Major-Brigadeiro Médica Carla Lyrio Martins, atual comandante da Escola Superior de Defesa. Cinara Wagner arrancou aplausos a ao lembrar da promoção recente de Cláudia Lima Cacho, que se tornou a primeira mulher a alcançar o posto de general na história do Exército Brasileiro.