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Serpro no Brasil
Serpro inaugura nova sede em Belém e destaca investimentos em soberania digital

Durante a solenidade de reinauguração da Regional Belém, nesta quinta-feira, 12, o presidente do Serpro, Wilton Mota, destacou investimentos em nuvem soberana e na preparação de um novo centro de dados voltado ao processamento intensivo de inteligência artificial, além de resgatar a trajetória da unidade na região Norte. “É muito importante a revitalização da nossa instituição no Pará”, afirmou, ao reforçar a permanência estratégica da empresa no estado.
A mudança da regional para o prédio da Advocacia-Geral da União (AGU), no centro da capital paraense, foi apresentada como decisão técnica. Segundo o diretor de Administração e Finanças, Osmar Quirino, a transferência foi baseada em critérios de eficiência e racionalidade administrativa. “A mudança foi uma medida técnica, avaliada na economicidade, no melhor emprego dos recursos públicos e buscando também maior satisfação dos empregados”, disse.
Infraestrutura para o Estado e para o cidadão
Durante o evento, Wilton Mota contextualizou a dimensão da operação digital conduzida pela empresa. “Hoje o Gov.br tem 170 milhões de usuários. A gente autentica 50 milhões de biometria por dia e segura mais de mil acessos falsos diariamente”, afirmou.
O presidente destacou ainda que o Serpro administra atualmente cerca de 50 petabytes de dados, é responsável pela operação tecnológica da Reforma Tributária do Consumo, maior sistema fiscal do mundo e que deverá gerar aproximadamente quatro petabytes de informações por ano.
No campo da infraestrutura, ele mencionou a operação de Nuvem Soberana sob gestão própria e a ampliação da estratégia de múltiplas nuvens em parceria com empresas de mercado, porém com ambientes completamente isolados. “Nós não temos conectividade externa. É o Serpro que administra, é o Serpro que faz as atualizações,” comentou ao reforçar a estratégia da empresa para soberania digital do país.
Também foi anunciado investimento em novo centro de dados em Brasília, com capacidade energética de 12 megawatts, preparado para suportar processamento de inteligência artificial. “Para gerar informação, você precisa refrigerar. E para refrigerar, precisa de energia. Estamos adequando nossos ambientes para receber supercomputadores”, afirmou.
Segundo o presidente, a empresa já possui mais de 300 serviços que utilizam inteligência artificial em diferentes níveis de aplicação. Ao final do discurso, Wilton Mota enfatizou o desafio de ampliar a qualidade dos serviços digitais voltados ao cidadão. “O Brasil é um dos países mais preparados do ponto de vista de sistemas para o Estado. O que a gente tem que melhorar são os sistemas que atendem diretamente o cidadão.”
Homenagem aos pioneiros da tecnologia pública
A cerimônia também marcou o reconhecimento de profissionais que integraram a primeira turma de programadores vinculada à Sudam, em 1975. Representando os homenageados, Tomás de Aquino de Freitas relembrou o início da trajetória. “Fomos selecionados em uma seleção pública rigorosa e formados pelo Serpro para suprir a demanda da Sudam. A formação que recebemos foi de qualidade excepcional”, relembrou.
A homenagem ressaltou a contribuição dos profissionais formados pela empresa para a consolidação da tecnologia pública no Pará e em outros estados.
Histórico de soluções estratégicas
Durante o evento, o presidente resgatou projetos estruturantes que contaram com a atuação de equipes da Regional Belém ao longo das últimas décadas.
Entre os marcos citados está o desenvolvimento do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), que integrou bases de dados e permitiu rastreabilidade de veículos e pessoas procuradas. Também foram lembrados os primeiros sistemas de rede e comunicação de dados do governo federal, incluindo a implantação do Siafi na década de 1980, marco da informatização da gestão fiscal da União.
O presidente mencionou ainda a implementação das primeiras redes baseadas em TCP/IP no governo federal e a implantação da primeira rede de voz sobre IP em ambiente governamental, desenvolvida pelo Serpro para o Exército Brasileiro.
Na área de identidade digital, destacou a modernização do passaporte brasileiro com uso de biometria, projeto que antecedeu os sistemas atuais de autenticação eletrônica.
Com presença consolidada no Pará desde a década de 1970, o Serpro mantém em Belém equipes responsáveis por soluções que integram a infraestrutura digital da União, incluindo sistemas de segurança pública, identidade digital e serviços eletrônicos de governo.