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Segurança
Serpro realiza missão estratégica na Alemanha para fortalecer a soberania digital brasileira

A transformação digital do setor público exige estruturas cada vez mais seguras para proteger dados estratégicos do Estado brasileiro. Com esse foco, o Serpro realizou uma missão na Alemanha para conhecer experiências em soberania digital, cibersegurança e modelos de nuvem voltados à administração pública. A comitiva foi formada pelo presidente Wilton Mota, pelo diretor de Operações Wallyson Reis, pelo superintendente de Segurança da Informação Tiago Iahn e pelo assessor Victor Bezerra.

Durante a agenda, ocorrida nesta semana, o grupo participou de encontros com empresas de tecnologia, especialistas em segurança da informação e representantes da estatal alemã responsável por documentos e serviços digitais do governo. O objetivo foi identificar modelos tecnológicos capazes de ampliar a segurança de ativos críticos de informação, reduzindo riscos relacionados a espionagem, vazamentos de dados e dependência tecnológica internacional.
“A soberania digital deixou de ser apenas uma discussão tecnológica e passou a ser uma questão estratégica para os países. O Brasil precisa garantir que os dados mais sensíveis do Estado estejam protegidos sob infraestrutura segura e alinhada aos interesses nacionais”, destacou o presidente do Serpro, Wilton Mota.
Segurança e controle sobre os dados
A primeira agenda da missão foi dedicada à análise de soluções de segurança cibernética operadas em modelo “air-gapped”, arquitetura isolada de redes externas e sem dependência de nuvens públicas. O sistema avaliado funciona sem canais remotos de manutenção por parte do fabricante, o que reduz vulnerabilidades associadas à cadeia de suprimentos de software.
O modelo também permite controle local de dados e de chaves criptográficas, aspecto considerado estratégico para ambientes governamentais que lidam com informações sensíveis. “Observamos modelos tecnológicos altamente maduros, especialmente em arquiteturas isoladas e ambientes de nuvem soberana. São experiências importantes para entendermos como fortalecer a proteção dos dados governamentais brasileiros”, afirmou o superintendente de segurança da informação do Serpro, Tiago Iahn.
Cooperação entre estatais
A missão incluiu ainda uma visita à Bundesdruckerei (BDr), estatal alemã responsável pela emissão de passaportes, papel-moeda, carteiras de motorista e outros documentos oficiais. A empresa, que atua em inovação digital, já utiliza parte das soluções soberanas analisadas pelo Serpro durante a missão.
O encontro permitiu troca de experiências sobre resiliência institucional, proteção de dados governamentais e desafios de cibersegurança enfrentados na Europa. As instituições também discutiram possibilidades de cooperação técnica futura, voltadas ao compartilhamento de conhecimento e ao fortalecimento das estratégias de soberania digital dos dois países.

Nuvem soberana e infraestrutura estratégica
A missão foi encerrada com uma agenda sobre os modelos europeus de nuvem soberana. A comitiva do Serpro reuniu-se com Stéphane Israël, responsável pela Nuvem Soberana da Europa, para conhecer infraestruturas desenvolvidas para garantir residência local de dados, autonomia operacional e proteção contra legislações extraterritoriais.
Durante o encontro, o presidente do Serpro, Wilton Mota, apresentou as diretrizes do governo brasileiro para o ecossistema de nuvem e transformação digital. “Estamos construindo uma visão de nuvem soberana alinhada às necessidades do Estado brasileiro, com foco em segurança, autonomia e proteção de dados estratégicos. Conhecer experiências internacionais fortalece esse caminho”, afirmou.