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Novo ambiente
Casa da Mulher Brasileira é inaugurada em Brasília
Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de inauguração da Casa da Mulher Brasileira.
A casa da mulher brasileira é considerada muito mais do que uma obra física, mas um espaço público que integra serviços para o atendimento completo e humanizado às mulheres no momento de vulnerabilidade diante das violências sofridas. A segunda unidade do tipo no país foi inaugurada nesta terça-feira, 2 de junho, em Brasília, fruto da parceria entre o Governo Federal e o Governo de Brasília.
A inauguração contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff e do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg. Para Dilma, a casa se insere numa ação de mudança cultural profunda, principalmente no enfrentamento ao patriarcalismo histórico do país. Uma marca que produziu a redução da mulher a uma condição de desigualdade, de submissão, de opressão, sujeita à violência de todas as formas.
“Quando aqui se instaura a casa da mulher brasileira, estabelece-se proteção contra a violência, abrigo contra a opressão e a agressão, e apoio para começar a vida, como um ato fundamental de cidadania”, declarou a presidenta. Dilma Rousseff acrescentou que as portas da casa ficarão abertas 24 horas por dia, sete dias por semana. “Sabemos que a violência não tem hora para acontecer, mas geralmente acontece nas horas mais escuras. Por isso, essa casa tem de estar iluminada para assegurar proteção, abrigo e apoio”, completou.
Acolher, apoiar e libertar
O espaço reúne serviços de acolhimento, apoio psicossocial, delegacia especializada, juizado em violência doméstica e familiar, promotoria, defensoria pública, serviço de promoção de autonomia econômica, espaço para o cuidado das crianças, alojamento de passagem e central de transportes, a ser utilizada nos casos em que a mulher necessitar ser encaminhada aos demais serviços públicos da rede, como saúde, Instituto Médico Legal, dentre outros.
“A mulher entra nessa casa em busca de apoio, cuidados, acolhimento e caminhos para se libertar do ciclo da violência e se tornar dona do seu próprio destino”, destacou a mininstra chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Eleonora Menicucci.
Números da Casa
A primeira unidade inaugurada no Brasil foi em Campo Grande, capital do Estado do Mato Grosso do Sul. Em um pouco mais de três meses, entre 3/2 e 25/5, foram realizados 9.340 atendimentos, com o total de 2.449 mulheres recebidas. Neste período, foram realizadas 336 prisões de agressores e expedidas 943 medidas protetivas, o que significa um número superior a mil vidas de mulheres salvas, de acordo com a SPM.
O Serpro é parceiro da Secretaria de Política para as Mulheres (SPM) no programa de Equidade de Gênero e Raça, tendo recebido o selo por ações relacionadas ao tema em todas as edições que participou.