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Software livre
Começa o quinto planejamento do Cisl

Nesta terça-feira, 25, teve início o planejamento do Comitê Técnico de Implementação de Software Livre do Governo Federal (Cisl). Até sexta-feira, 28, na Escola de Administração Fazendária (Esaf), representantes de diferentes setores da administração pública planejam as atividades do comitê para o biênio 2015/2016. Criatividade e sinergia deram o tom da abertura do evento, que contou com a presença de diversas autoridades do governo federal.
O diretor-geral da Esaf, Alexandre Motta, deu as boas-vindas aos participantes lembrando a missão da escola de promover a discussão de temas estratégicos para o governo e a sociedade brasileira. Já o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, lembrou a importância da cooperação entre os diversos setores da administração pública. Para Marivaldo, momentos de desafios são um convite à criatividade. “Temos que ter uma verdadeira obsessão pela renovação”, afirmou o secretário, que também anunciou que o ministério encontra-se em um momento de especial abertura a ideias e experiências vindas de outros órgãos e entidades.
Riscos da transcendência
O diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazoni, falou sobre a coragem de procurar novos desafios. “O ser humano tem a capacidade de transcender, mas isso implica riscos”, considerou. Para Mazoni, o desafio é sair dos processos convencionais agregando e, ao mesmo tempo, compartilhando conhecimento. Ele elencou alguns sistemas da empresa, em tecnologias livre, que tem repercutido na administração pública, como o Dialoga Brasil: "Uma ferrramenta de relacionamento da Presidência da República que tem sido utilizada pelos mais diversos movimentos sociais”, destacou.
O presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, que é historiador de formação, contou que decidiu se dedicar à tecnologia quando percebeu que “o assunto tinha se tornado importante demais para ficar restrito apenas ao pessoal da informática”. Rodrigo reforçou que o tema, hoje, domina todas as relações sociais, o que torna especialmente relevantes a liberdade tecnológica e o controle sobre os processos.
Já o secretário de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, Jefferson D'avila, lembrou as dificuldades ainda enfrentadas por parte da população brasileira. “Ainda há cidadãos, no Norte do país, que fazem uma viagem de um dia e meio para utilizar um telecentro”, citou. O secretário anunciou uma parceria entre o ministério e o Serpro para promover programas de inclusão digital.
ONU e software livre
O secretário de logística e TI do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Cristiano Heckert, explicou o conceito de governança digital adotado pela ONU. “São três pilares: prestação de serviços, informação aberta e participação social”. Segundo Cristiano, o dois últimos pilares são “especialmente alinhados às filosofias livres".