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Hackathon
Conheça a maratona para criação de soluções digitais

Uma maratona que reúne hackers, desenvolvedores e criadores de todos os tipos para pensar e construir soluções digitais de interesse público e acessíveis a todos. Essa é a ideia principal do hackathon, cuja origem direta é da combinação das palavras inglesas “hack” (em um sentido moderno: programar) e “marathon” (maratona). Normalmente, o produto final da atividade é um software ou um aplicativo.
O hackathon não tem um tempo exato para durar, podendo acontecer em um dia ou uma semana. Também não é restrito aos desenvolvedores, sendo possível a participação de gerentes de projetos, designers, gestores públicos, jornalistas e outras pessoas interessadas em dados abertos e transparência. Alguns dos benefícios de se envolver nessa modalidade de evento é integrar projetos colaborativos, aprimorar ideias, conhecer outros profissionais e até concorrer a prêmios.
48 horas para agitar o serviço público
Um exemplo recente desse tipo de evento aconteceu entre os dias 9 e 11 de junho, quando, durante 48 horas, grupos de pessoas em cidades de todo o mundo se reuniram para uma atividade internacional chamada Global GovJam, entre elas as capitais brasileiras Brasília, São Paulo e Curitiba. O objetivo: a partir de um tema comum, pequenas equipes trabalharam na construção de abordagens e soluções inovadoras para alguns dos desafios enfrentados no setor público.
"Esse evento foi organizado pela sociedade civil em parceria com a Câmara e a Presidência da República. E um dos aspectos fundamentais foi exatamente o de promover a participação social e proporcionar a interatividade entre governo e sociedade", declarou o coordenador de Comunicação Social do Serpro, Deivi Kuhn.
A GovJam de Brasília aconteceu no Laboratório Hacker da Câmara dos Deputados, com participação de cerca de 40 pessoas do próprio Congresso, da Presidência da República, do Tribunal de Contas da União (TCU), e de ministérios como o da Saúde e outros. “A principal intenção foi colocar as pessoas em contato direto com os problemas do setor público, para buscar o processo de inovação na solução das questões”, afirmou Marcela Vasconcelos, uma das organizadoras do hackathon da capital federal.
Em Brasília, três protótipos foram desenhados. Uma ferramenta para sugestão de melhorias e inovação no serviço público; um aplicativo que permite aos jovens opinarem sobre a merenda escolar governamental; e uma central de serviços públicos para combater a ineficiência do excesso de burocracia. As ideias estão disponíveis na página da cidade no site da Global GovJam.
Izabel Garcia, especialista em políticas públicas e gestão governamental do Ministério do Planejamento, participou da GovJam Brasília e elogiou o formato. "Gostei de trabalhar em grupo e em plenário. A gente tinha as ideias no grupo, afinava com os mentores e depois apresentava em plenário, quando as pessoas opinavam sobre a proposta. Todo mundo contribui", descreve uma das criadoras do projeto "De olho na merenda".