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Empregados do Serpro compartilham conhecimento no segundo dia da Latinoware
O dia foi movimentado para os empregados do Serpro, que se apresentaram em palestras nesta quinta-feira, dia 15, na 12ª Conferência Latino-americana de Software Livre (Latinoware 2015). O evento, que está em seu segundo dia, ocorre dentro do Parque Tecnológico Itaipu, na cidade de Foz do Iguaçu, e conta com o apoio da empresa e de vários órgãos públicos, atraindo participantes de diversos países para discutir a atual situação do software livre no mundo.
Deivi Lopes Kuhn, coordenador no Serpro e secretário-executivo do Comitê Técnico de Implementação de Software Livre do Governo Federal (Cisl) apresentou as barreiras e as disputas existentes para se utilizar amplamente o software livre no governo federal. O software livre, por exemplo, ainda é confundido com pirataria. E ainda há a pressão exercida pelas multinacionais de software proprietário, todas com grande poder econômico. Trouxe casos de sucesso também, como o Portal do Software Público, o Consegi (evento organizado pelo Serpro), entre outros.
O analista Emerson Nobre (foto à esquerda), da Regional Curitiba, ofereceu aos participantes da Latinoware uma dose tripla sobre a suíte de comunicação Expresso. Foram três palestras, tendo como linha comum os desafios, dificuldades e sucessos na manutenção do próprio software e da comunidade. Segundo Emerson, a comunidade preocupou-se em não criar um fork, ou dissidência, na comunidade Tine 2.0, na qual o Expresso é baseado. Também havia a preocupação de aumentar a escalabilidade para atender milhares de usuários, uma exigência do governo federal para contemplar mais clientes. “Essa implementação é hoje referência e a própria comunidade Tine está incorporando estas melhorias”, explicou.
Construção de tutoriais
O designer gráfico Rafael Marques, que trabalha na Universidade Corporativa do Serpro, em Belo Horizonte, palestrou pela primeira vez na Latinoware. Ele falou sobre uma criação sua, o software Demonstra, que pode ser utilizado para a elaboração de apresentações e tutoriais, preenchimento de formulários e documentos, construção de infográficos interativos e explicação de fluxos. Com a solução, o autor de um conteúdo já pode produzir o material direto na solução, a partir de imagens e textos. A maior qualidade da solução, segundo Rafael, é a versatilidade. “O produto final são textos e imagens, fáceis de se editar”, conta.
Quatro milhões de downloads 
Adail Horst (foto à direta), da sede da empresa em Brasília, que também é membro da comunidade do sistema de monitoramento Zabbix, falou sobre as mudanças que o software sofreu em sua terceira versão, que deverá chegar ao mercado em breve. Desde já é possível ver que as mudanças tornaram a interface do programa mais amigável para o usuário, além de possuir mais opções de customização para atender necessidades específicas. Adail apresentou dados interessantes: no mundo todo, já foram efetuados mais de quatro milhões de downloads do código-fonte do programa, transformando-o efetivamente no padrão da indústria para esta atividade. “Só no Brasil, o quarto país em número de usuários no mundo, foram trinta mil downloads nos últimos três meses”, apontou.
Organização de dados governamentais
Fábio Salles, da Regional São Paulo, falou sobre o tema “Inteligência Institucional para o Governo Digital”, apresentando um estudo que fez sobre a possibilidade de uma melhor organização de dados governamentais, para uso futuro por parte de governos. Confrontado com a realidade encontrada em diversos governos – dados de fontes diversas, nos mais diferentes formatos, em longas distâncias e em grande quantidade – Fábio apresentou um modelo de tratamento de dados que efetua a classificação e organização das informações à medida que são demandados, sem sobrecarregar o hardware onde eles estão armazenados e oferecendo maior rapidez ao demandante, no caso, o gestor público.
Fragilidades do Android
Já Oscar Marques, da Regional Brasília, falou sobre os aspectos de segurança e fragilidades do sistema operacional Android, um dos principais utilizados em tablets e celulares. Oscar teve a oportunidade de falar como o Android, que funciona em diversos tipos de dispositivos, pode ser tão versátil, atraente – e tão frágil. “Como consegue abranger diversos tipos de hardware, o Android tem uma superfície maior para vulnerabilidades”, explicou.
O assessor da diretoria do Serpro no Rio de Janeiro, Júlio Neves, finalizou o dia com sua tradicional palestra “Assim na Terra como no Shell!”. Atraindo muitos entusiastas de uma programação simplificada e “crua” no sistema operacional Linux, Júlio apresentou dicas de pequenos programas que podem ser feitos por qualquer um, de forma básica, mas muito poderosa e que podem atender fins educacionais e de prototipação de engenharia de software.
Comunicação Social do Serpro - 15 de outubro de 2015