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Gênero e raça
Empresas debatem como fortalecer equidade no trabalho

O IV Seminário integra o V Ciclo de Encontros Regionais para o Fortalecimento de Equidade de Gênero e Raça no Mundo do Trabalho
Já se sabe, a partir de pesquisas, que pessoas negras não ascendem a cargos de direção na mesma proporção que as brancas. Para fazer algo a respeito, é preciso entender qual é a situação de cada instituição a partir de dados de cadastro confiáveis. Mas as instituições públicas, por exemplo, cadastraram a maioria de seus funcionários em uma época na qual o campo “raça” muitas vezes não era nem preenchido. Como resolver esse problema, já que raça é uma característica que cada pessoa deve declarar sobre si mesma?
Esse foi um caso exposto no seminário que encerra o V Ciclo de Encontros Regionais, realizado na última quinta-feira, 3, em Brasília, e que reuniu nove empresas pró-equidade.
Quem enfrentou a questão acima foi a CPRM, Serviço Geológico do Brasil. A empresa lançou o programa “Declare a cor: dados para o crachá nacional”, aproveitando a oportunidade para também atualizar outras referências pessoais de seus colaboradores.
A partir de uma divulgação descentralizada e contando com uma campanha de comunicação integrada, a empresa conseguiu a adesão de 84% das pessoas de seu quadro, que voluntariamente se autoidentificaram. Isso permitiu verificar a composição por raça e cor com mais eficácia, subsidiando programas de equidade com informação mais consistente.
Outra iniciativa de sucesso foi apresentada pelo Banco do Brasil, que instituiu um Fórum de Equidade de Gênero na instituição, com cuidados necessários para que o debate fosse além da troca de opiniões superficiais. Funcionárias e funcionários tiveram oportunidade não só de opinar, mas de deixar sugestões práticas para ampliar a equidade. Duas ideias se tornaram realidade: as mulheres, agora, têm preferência para trabalhar em agências perto de casa ou da escola de seus filhos. E um programa de home office foi instituído, priorizando mulheres que optaram por realizar as atividades profissionais em casa.
Conciliar trabalho e família
O Serpro participou do evento compartilhando o trabalho "Diagnóstico sobre a percepção das mulheres na empresa, no tema Conciliação entre trabalho e família”. A apresentação ficou a cargo de Ruth Lopes, analista da área de Gestão de Pessoas.
A pesquisa enfocou serprianas que se tornaram mães entre 2013 e 2015, verificando de que forma utilizaram benefícios como licença-maternidade, férias, dias de abono social e outros tipos de licença. A população total que poderia ser pesquisada, conforme esses requisitos, era de 75 mulheres, das quais 41 (55%) responderam ao questionário, realizado com perguntas abertas.
Os principais resultados obtidos na pesquisa foram:
- As empregadas conhecem os benefícios oferecidos pela empresa (90,2%);
- Licença amamentação e auxílio-creche são os benefícios sobre os quais as empregadas mais têm dúvidas;
- Cerca de 68% das empregadas usufruíram dos benefícios disponíveis de forma consecutiva (licença-maternidade e prorrogação da licença, férias, abonos sociais, licenças-prêmio);
- A maioria das respostas (73%) indica um relacionamento com chefias favorável à conciliação entre trabalho e família;
- Das respondentes, 85% não ocupam função de confiança.
De acordo com Ruth, a sondagem interna indica que os benefícios oferecidos pelo Serpro favorecem a conciliação trabalho-maternidade, mas há espaço para ampliar as discussões sobre o tema. A perspectiva é estimular a adoção de estratégias para melhor utilização dos benefícios existentes, de maneira a facilitar ainda a conciliação entre carreira e vida social (criação dos filhos, cuidados parentais, entre outros).
O superintendente de Pessoas, Marcos Benjamin, reforçou na abertura do seminário que o Serpro participa do Programa de Equidade de Gênero e Raça proposto pelo governo federal desde a segunda edição, abrindo-se às possibilidades de se aprimorar, sistematicamente. “A cada ciclo, cada vez que consolidamos nosso plano de ação, renovamos nosso compromisso de contribuir para que o mundo do trabalho se torne ainda mais igualitário, sem discriminação de qualquer natureza”, ressaltou o superintendente.
Comunicação Social do Serpro - 4 de dezembro de 2015