General
Inclusão Digital
Experiências de sucesso marcam Dia Nacional da Inclusão Digital

Em Salvador, jogos de tabuleiro
O Serpro celebrou nesta sexta-feira, 27, o Dia Nacional da Inclusão Digital. A data mobilizou todas as regionais tendo destaque a apresentação de casos de sucesso ocorridos nos espaços de inclusão em todo o país. “Desde 2003, comemoramos essa data significativa para a sociedade brasileira e, este ano, quisemos apresentar as pessoas que, desafiando obstáculos, utilizaram os diversos ambientes de inclusão e realizaram tarefas que até então se mostravam quase impossíveis”, declarou o coordenador do programa Serpro de Inclusão Digital, Antônio Carlos Miranda.
Miranda explicou ainda que, apesar do grande avanço do Programa Serpro de Inclusão Digital (PSID), ainda há parcelas significativas da população brasileira sem acesso a computador e internet, como algumas comunidades urbanas, ribeirinhas, quilombolas, indígenas ou rurais.
Nesse aspecto, o diretor de relacionamento com clientes, Robinson Margato, ressaltou a importância da empresa investir no programa. “É necessário estar incluído digitalmente para que a cidadania esteja completa. E o Serpro, como empresa pública, possui também esse compromisso social de incluir pessoas, não apenas estruturando telecentros com equipamentos mas também com a formação educacional, ensinando a usar a tecnologia em benefício próprio, garantindo sua participação social”, completou o diretor.
Açaí, Oiticica e Circo Voador
Dentre os inúmeros usuários dos ambientes de inclusão digital do Serpro, três fizeram questão de compartilhar, por meio de videoconferência, suas conquistas: o ilustrador Rosinaldo Pinheiro, a escritora Mara Nobrega e a instrutora Sulamita Esteves.
Rosinaldo Pinheiro, usuário assíduo do Espaço Serpro Cidadão da Regional Belém, não só aprendeu a usar um computador como utilizou-o no desenvolvimento de suas habilidades de ilustrador. “Nem sabia o que era linux, aprendi tudo aqui no Espaço Serpro Cidadão. Aprendi a usar o Gimp e o Inkscape para ilustrar meus desenhos”, relata o cartunista, autor da revista em quadrinhos Turma do Açai, com foco educativo e destaque para personagens inspirados na cultura paraense.
Já a cearense Mara Nóbrega procurou o Espaço Serpro Cidadão quando seu próprio computador teve um problema. “Vim para usar durante poucos dias, mas o espaço estava tão bem estruturado que decidi escrever meu livro aqui. Aprendi a usar as ferramentas livres e, em quatro meses, já havia terminado de escrever”, conta Mara, autora do livro Oiticica, romance com temática nordestina que retrata as diversas fases na vida de um homem. “E já estou escrevendo meu segundo romance, aqui no espaço de Fortaleza”, completa a escritora.
Assista ao depoimento de Mara Nóbrega
Outra entusiasta dos ambientes de inclusão sociodigital é a instrutora Sulamita Esteves, que atua no telecentro Circo Voador, um dos primeiros a ser montado pelo Serpro no Rio de Janeiro. “Temos muitos casos de sucesso, principalmente com as pessoas mais idosas, pois é uma parcela da população que precisa muito ser incluída. É o público que gosto de trabalhar e ficam muito emocionados quando aprendem a usar redes sociais, a fazer contato com familiares distantes através do computador. Isso é gratificante e me sinto privilegiada de poder trabalhar assim”, relatou a carioca.
Cursos, oficinas e palestras
Além da videoconferência nacional, ocorreram ações de formação em todas as regionais. Em Belo Horizonte, jovens aprendizes da Regional participaram de uma roda de conversa e compartilharam experiências. Exemplo de Davidson Junio Ameno Gonzaga, aluno do primeiro ano do ensino médio. “Eu já fiz quatro cursos. BrOffice, Digitação, Água e Linux. Gostei muito. O do BrOffice me ajudou bastante na hora de fazer documentos e planilhas, principalmente o de planilhas já que Calc é o que mais uso aqui no Serpro", contou o aprendiz.
Já em Salvador as oficinas de Scratch, Arduino e Gimp tiveram a participação de cerca de 140 pessoas. “Faço um curso de design com informática, mas não conhecia o Scratch. Gostei muito e vou pesquisar mais sobre ele”, afirmou Eric Hâile, aluno do 1º ano da escola estadual Rômulo Almeida, no bairro do Imbuí.
Empregados também aprovam a iniciativa e reconhecem a importância do evento. “Os casos de sucesso surpreenderam porque a gente não imagina o que o Espaço Cidadão pode propiciar aos usuários. Bacana também como as pessoas ficam agradecidas pela oportunidade de utilizar esse espaço Cidadão. Isso é realmente muito positivo para a empresa”, declarou Nice Garcia, analista da Consultoria Jurídica (Cojur) em São Paulo e que acompanhou a transmissão do evento no escritório da Luz.
No Rio de Janeiro, foram oferecidas duas oficinas, uma de LibreOffice e outra de edição de áudio e vídeo (Audacity e OpenShot). Jorge Barbosa, instrutor da oficina de edição de áudio e vídeo, destaca a importância do trabalho. “Esse espaço de acesso à tecnologia é fundamental para auxiliar na inserção do cidadão dentro da sociedade, abrindo mais oportunidades e criando condições mais justas a todos”, afirma. Jorge já foi aluno de um centro de inclusão digital oferecido pelo Serpro em uma comunidade carente três anos antes de passar no concurso para técnico do Serpro. “Foi lá que tive acesso pela primeira vez ao computador. A partir daí me despertou a vontade de estudar e de crescer”, comenta.
Na capital paranaense, a data foi comemorada com palestras e oficinas na Associação dos Moradores das Moradias Zimbros (Asmozi), na zona oeste de Curitiba. De acordo com o coordenador regional de inclusão digital, José Carlos Ientz, o objetivo foi o de reforçar a presença do Serpro entre os elementos mais frágeis da sociedade. "Proporcionamos contato com a tecnologia, para maiores possibilidades de inserção social", disse.
Telecentros e formação em todo o país
O Programa Serpro de Inclusão Digital (PSID) já instalou mais de 500 telecentros no Brasil e no exterior e tem contribuído de forma efetiva para que comunidades tenham acesso a um computador, à internet. “Nosso trabalho permite que a empresa se aproxime mais do cidadão e cumpra parte do seu papel social”, ressalta Antônio Miranda. Além de propiciar ambientes digitais o PSID atua também na formação educacional através de cursos presenciais e a distância.
Para saber mais acesse a página da Inclusão Digital e da Escola de Inclusão Sociodigital.