General
Fórum de hardware livre conquistou público na Latinoware
Não só de programas de computador vive a Latinoware. Logo ao lado, no Parque Tecnológico de Itaipu, aconteceu paralelamente o 1º Fórum Latino-Americano de Hardware Livre (Flahwl). O evento, que também recebeu apoio da organização da Latinoware, contou com a presença de 49 especialistas, que conversaram sobre os desafios dos componentes livres no Brasil e deram mais visibilidade ao chamado “Movimento Maker”.
Mas, o que é esse movimento? De acordo com Marcos Siríaco, um dos organizadores do Fórum, trata-se de uma subcultura, nascida nos Estados Unidos, que enfatiza o “faça você mesmo” no âmbito da eletrônica e da informática. Caracterizou-se como um encontro de entusiastas de “gadgets”, que chegou ao Brasil e hoje discute tecnologias proprietárias e livres, presencialmente e no mundo virtual. O foco do evento durante a Latinoware, no entanto, é a tecnologia aberta.
Mais mulheres na tecnologia
“Nosso objetivo é ajudar as meninas a se interessarem mais por essas áreas e mostrar que, apesar de parecer um pouco complicado, pode ser algo divertido e uma futura carreira”, afirmou Christiane Santos
Uma oficina foi dedicada ao projeto Vira-Vida, parceria entre o Sesi e o Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), cujo objetivo é ampliar a presença feminina nas profissões de ciências exatas e engenharias. O público foi formado por 24 funcionárias e jovens aprendizes do próprio PTI, e a atividade foi coordenada por Christiane Borges Santos, do Instituto Federal de Goiás (IFG).
Faça você mesmo e você mesma
“O conceito é que todas as pessoas podem construir, consertar, modificar e fabricar com as próprias mãos”, disse Marcos, que originalmente pensou em aproveitar a Latinoware para juntar gente do oeste paranaense, carentes de um espaço de discussão regional. Surpreendeu-se ao ver suas expectativas superadas, tanto em número de participantes quanto de expositores.
O curador do Flahwl, Thalis de Souza, mencionou como principal destaque não só o próprio projeto do hardware, mas também o melhoramento e padronização das técnicas utilizadas, apresentadas por diversos palestrantes. “Para fazer uma placa de circuito impresso, por exemplo, dentro do conceito de hardware livre, existe um padrão de como gerar os arquivos de CAD e fabricar em qualquer equipamento dentro daquilo que foi definido”, detalhou.
Thalis contou que importantes instituições de ensino como a Universidade Tecnológica Federal do Paraná vieram dar suas contribuições, o que para ele foi enriquecedor. “Colocar nerds juntos desenvolve o ecossistema da comunidade”, brincou.
Comunicação Social do Serpro - 16 de outubro de 2015