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Software Livre
Ministro Rossetto visita Fisl16 e anuncia Dialoga Brasil

Ministro Miguel Rossetto: por um mundo compartilhado
Na manhã de sexta-feira, 10, o ministro Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência da República do Brasil, esteve no Fórum Internacional Software Livre, em Porto Alegre. Rosseto visitou o estande do Serpro e a representação de outras instituições presentes no fórum. Em seguida, participou de uma breve coletiva de imprensa organizada em um espaço aberto e informal, em uma das áreas centrais do Fisl, onde destacou a importância do software livre e do próprio evento.
“Este é um espaço já consolidado de produção de conhecimento. Queremos construir um mundo compartilhado, um território livre, não privado, de troca solidária”, enfatizou Rossetto. O ministro aproveitou a ocasião para adiantar que nesta semana o governo federal lança o Dialoga Brasil, solução desenvolvida pelo Serpro para receber opiniões de cidadãos a respeito de políticas públicas.
A reflexão sobre políticas de tecnologia se estendeu pela programação do dia. Paulo Mendonça, assessor da diretoria do Serpro, participou de painel sobre Cidades Digitais, defendendo o incentivo do Estado para o desenvolvimento de startups regionais. Já Antônio Carlos Miranda, responsável pela Inclusão Digital no Serpro, fez minipalestra no estande da empresa. Antônio Carlos falou sobre os 13 mil alunos conectados pela Escola de Inclusão Sociodigital, que oferece mais de 30 cursos abertos via internet, alguns dos quais podem ser baixados, facilitando o uso para comunidades sem acesso à rede.
“Snowden provou que não éramos paranóicos”
Desafios e disputas do software livre foram tema da palestra de Deivi Kuhn, secretário-executivo do Comitê de Implementação do Software Livre no Governo Federal (Cisl). Relembrando discursos frequentes em meados de 2003, época na qual tecnologias livres foram implementadas no governo, Deivi relembrou dois pontos que adversários já não ressaltam mais: segurança e custo.
“Quando falávamos que o software livre era mais seguro, e que essa segurança era estratégica para os governos, diziam que éramos paranóicos. Snowden provou que não éramos”, destacou, referindo-se ao famoso episódio de espionagem. Outro argumento que se revelou infundado, segundo Deivi, foi o chamado “custo total do produto pronto”, que previa que o software livre seria mais caro no final do processo, por demandar muito investimento para desenvolvê-lo. Passados doze anos, levantamentos do Cisl indicam que houve economia, por conta do alto custo de licenças proprietárias que não tiveram de ser adquiridas.
O palestrante também indicou desafios para o futuro. Enquanto vários órgãos e empresas do governo já fazem largo uso de software livre, existem outros que resistem a abandonar os sistemas proprietários. Disseminar conhecimento em larga escala e licenciar softwares com licenças livres por padrão, determinado por lei, são alguns dos objetivos que motivam os representantes do Cisl a continuar o trabalho inspirado na cultura livre.