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Segurança
Serpro apresenta soluções para vulnerabilidades tecnológicas do governo

Discutir e evitar a prática de ataques, fraudes e crimes cibernéticos. Com essa intenção, o diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazoni, apresentou nesta quinta-feira, 3, como funciona a maior empresa pública de TI do Brasil e que medidas de segurança são adotadas por ela. A ação foi realizada em uma audiência pública, na Câmara dos Deputados. O evento contou ainda com a presença do diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), Renato Martini; da gerente-geral do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), Cristine Hoepers; e do presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), Eduardo Levy Cardoso.
A audiência, solicitada pelo deputado João Arruda (PMDB-PR), foi parte da CPI dos Crimes Cibernéticos, criada com a proposta de discutir as implicações de crimes digitais nos sistemas de informática do governo e nos bancos de dados que contenham informações privadas de cidadãos.
Marcos Mazoni mostrou uma agenda de vulnerabilidades tecnológicas que podem ocasionar tais crimes. Segundo ele, merecem especial atenção a rede mundial, a rede de governo, a criptografia, a nuvem de governo, os centros de dados de governo, as aplicações de governo e o correio eletrônico. Características como governança concentrada da internet, uso de softwares sujeitos à legislação estrangeira, monitoração e intercepção de mensagens, softwares sem possibilidades de auditoria, despreparo de pessoal, rede física e lógica, pouca utilização da criptografia, entre outras.
O presidente do Serpro falou, ainda, sobre soluções para essas vulnerabilidades. Trouxe um arcabouço de medidas que a empresa vem adotando para enfrentar problemas de segurança, como a adoção de software livre; qualificação de profissionais; hospedagem de dados em território nacional - em centros de dados e em nuvem de governo; gestão, monitoração e auditoria pelo governo; redundância dos centros de dados; auditoria de hardwares e softwares; tecnologia resiliente e a experiência de 50 anos no ramo de tecnologia e segurança da informação.
Comunicação Social do Serpro - 3 de setembro