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Serpro assina acordo internacional na abertura da Latinoware
A abertura da 12ª edição da Conferência Latino-americana de Software Livre (Latinoware 2015) contou com a grande energia dos anos anteriores e a presença de entusiastas de tecnologia da informação de todo o continente. O evento chega a este ano com o apoio de órgãos públicos e empresas privadas, e sua solenidade de abertura, ocorrida hoje, dia 14, na cidade de Foz do Iguaçu, contou com a presença do diretor-presidente do Serpro, Marcos Mazoni, e membros do corpo diretor da Itaipu Binacional e do Parque Tecnológico de Itaipu. A cerimônia teve também a presença do diretor-executivo da Fundação Linux International, Jon “maddog” Hall.
Na ocasião, Mazoni ressaltou a importância crescente que o software livre tem no mundo, lembrando que, quando a iniciativa começou no Brasil, eram chamados pejorativamente de um “bando”, mas que hoje a situação mudou. “Aqueles que nos chamavam de bando, hoje abrem seus departamentos de software livre, abrindo a possibilidade de conversar com esse mundo que é muito mais generoso e agregador”, disse.
Jon “maddog” Hall, figura bastante conhecida no universo do software livre, apresentou, em sua fala na cerimônia de abertura, um projeto para a produção de computadores no Brasil, concebido por profissionais brasileiros. Mais cedo, em sua palestra, o cientista da computação detalhou do que se tratava. “Esses computadores serão opensource, o que permitirá que qualquer um projete sua placa como quiser, e ainda com a tecnologia USB 3.0. A previsão é que custem entre US$ 40 e US$ 45 aqui no Brasil”, adiantou.
Acordo de cooperação com o México
O Serpro aproveitou a solenidade para assinar um acordo de cooperação com o Estado mexicano de Zacatecas, representado através do seu Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia. O memorando possibilitará cooperação estratégica nos temas de tecnologia da informação e software livre. O acordo prevê o oferecimento de capacitação técnica, realização de workshops e a disponibilização de conteúdos instrucionais e educacionais para uso futuro por ambas as partes.
Marcos Mazoni considera que a relação entre os órgãos é do tipo ganha-ganha. “A parceria envolve diminuir a curva de aprendizagem para eles em relação aos nossos produtos e nós ganhamos uma solução mais evoluída e totalmente bilíngue”, explica. Já o mexicano Manuel Haro, coordenador do Laboratório de Software Livre do Governo do Estado de Zacatecas, conta que, nesta primeira etapa, serão objetos de atenção o Expresso e o i-Educar. "Logo em seguida nos envolveremos com outras soluções, como o Noosfero e o Sterna", finaliza.
Comunicação Social do Serpro - 14 de outubro de 2015