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Parceria
Comunidade Plone conta com a cooperação do Serpro

O software livre é caracterizado por quatro liberdades fundamentais: a de usar o software para qualquer propósito, a de estudá-lo, de redistribuí-lo e de aperfeiçoá-lo. Dessa forma, ele é construído, evoluído e adaptado em comunidade, sempre com uma premissa coletiva.
O Serpro e sua política de uso e desenvolvimento em software livre já demonstrou a governo e sociedade as vantagens desse modelo, que promove economia de recursos, ao dispensar gastos com licenças proprietárias, incentiva a produção de inteligência nacional e favorece a independência tecnológica do país.
A opção pela liberdade
Desde que ergueu a bandeira do software livre, o Serpro adota, adapta e desenvolve softwares com esse formato, absorvendo um conhecimento coletivo e retornando esse conhecimento para a comunidade. Inicialmente, essas devoluções de código foram tímidas nas comunidades Plone, devido a questões jurídicas e normas de sigilo empresarial e governamental de informações consideradas estratégicas. "Essa insegurança inibia que potenciais contribuições fossem compartilhadas com a comunidade", esclarece Giovanni Calanzani, um dos analistas responsáveis pelo diálogo do Serpro com a Comunidade Plone.
Essa realidade começou a mudar em 2014, quando a empresa publicou uma norma oficial sobre contribuição de código em software livre. Para Antônio Carlos Tiboni, da Coordenação Estratégica de Tecnologia do Serpro, a empresa é uma das maiores usuárias e fomentadoras de software livre do mundo, e sempre procurou contribuir com diversas comunidades. E com a publicação da norma de licenciamento de software livre desenvolvido internamente, a instituição deu uma declaração pública de que está se posicionando como mais um agente atuante na expansão da plataforma. "Estamos trabalhando na divulgação e disseminação da cultura de contribuir ativamente com as comunidades já existentes ou com a formação de novas comunidades", informa o gerente.
A experiência com o Plone
Desde setembro de 2014, o Serpro compartilha, de forma efetiva, correções na implementação em Plone da Identidade Digital de Governo (chamado de "Portal Padrão”), junto à comunidade PloneGovBr - Comunidade Plone no Governo. Trata-se de uma postura contínua, à medida que novas demandas do governo são direcionadas para o desenvolvimento. As melhorias ganham importância pois órgãos diferentes podem tirar proveito das correções que todos efetuam.
"As contribuições feitas para a comunidade Plone são importantes por serem pioneiras no uso da norma formal, demonstrando sua viabilidade. Com isso esperamos que mais setores da empresa contribuam com códigos em suas respectivas comunidades", acrescenta Giovanni. Ainda de acordo com ele, todo desenvolvimento relacionado ao aperfeiçoamento do Portal Padrão pelo Serpro está sendo tratado para viabilizar sua entrega à comunidade. "Isso se tornou uma premissa e não mais uma exceção", completa o analista, atestando a mudança de prática na empresa.
Além de contribuir com a comunidade Plone, o Serpro também adotou a Identidade Digital de Governo em seu portal corporativo. Como parte das ações do aniversário de 50 anos, a empresa lançou, em fevereiro de 2015, um novo portal baseado nesse padrão de arquitetura.