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Desenvolvimento
Serpro cria ambientes ágeis para projetos-pilotos

Time do projeto-piloto Persona em atividade no ambiente ágil da Regional de Florianópolis
A metodologia ágil não é assunto novo no Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Mas foi em 2014, com a expansão do método para seis projetos-piloto, que ficou claro que não é só no jeito tradicional de produzir softwares e sistemas que a metodologia promove mudanças profundas. Além de transformar a cultura e a forma de trabalho, ela também impacta no modelo de escritório utilizado, motivando a criação de novos ambientes.
O projeto físico criado pelo Serpro para os ambientes ágeis foi baseado em modelo utilizado nas grandes empresas de TI do mercado. "À época do planejamento estratégico da Superintendência de Logística (2012), quando buscávamos novas soluções para ambientes de trabalho em TI, conhecemos experiencias de ambientes inovadores bem sucedidas", resgata Ricardo Duarte, analista da área Financeira em Porto Alegre e representante da unidade de Logística para as questões de ambiente físico ágil. Uma nova pesquisa, feita sob a ótica da Coordenação Estratégica de Tecnologia, responsável pela implantação do ágil no Serpro, no ano passado, com as mesmas organizações, corroborou a anterior. "Eles viram uma forma eficiente de trabalhar", ilustra Ricardo. Foram priorizadas quatro regionais com projetos-piloto para a construção dos ambientes ágeis, o que começou no início de 2015.
Ambientes Ágeis
A organização física dos ambientes ágeis conjuga três áreas. Uma área de trabalho que tem como principal característica o uso de plataforma de trabalho que compreende uma ou mais mesas grandes (sem gaveteiros) com várias estações, armários (lockers) pessoais, telefone individual com headset e acessórios do tipo: quadros branco ou de vidro afixados nas paredes laterais e telões de uso coletivo. Esses recursos dão apoio nas anotações e no uso do kanban. Uma sala de reunião para encontros presenciais e por videoconferência. E uma sala de descontração, que serve para relaxar, bater papo, ouvir música, jogar e comer. O espaço, por princípio, deve ser totalmente fora do padrão de escritório - na cor, na decoração e no layout. Os equipamentos para esse ambiente podem incluir geladeira, pufs, mesa bistrô, sofás, micro-ondas, entre outros itens. Com base em um projeto genérico, cada regional fará as adaptações de forma a adequá-lo às suas possibilidades e necessidades.
A primeira etapa do projeto desses novos ambientes com a instalação das plataformas de trabalho e das salas de reunião já foi executada, permitindo aos empregados a ocupação dos novos espaços. O time mineiro do sistema OPJUD diz que vivenciou uma grande mudança, mas percebeu vantagem. "O espaço físico é limitado mas a comunicação entre as pessoas melhorou", conta Herbert Resende, da Superintendência de Desenvolvimento. O time paulistano do sistema GIA compartilha a mesma percepção dos mineiros. "O ambiente fechado é bom. Não recebe influência dos ruídos externos", acrescenta o gerente funcional Daniel Cesar, também da Superintendência de Desenvolvimento. Mesmo não tendo um projeto-piloto alocado, a Regional Salvador também foi incluída na mudança, já que é um dos locais precursores dos novos ambientes.
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