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Novembro Azul
Consultar o urologista é fundamental

Uma pesquisa do Ministério da Saúde, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), mostra que 51% dos homens brasileiros só vão ao médico porque a esposa ou o empregador pressionam. "O homem precisa ir ao médico regularmente não só para fazer prevenção ao câncer de próstata, mas ao menos para saber como está sua glicemia, sua pressão arterial", destaca o urologista Ricardo Zordan. Sua colega Karin Anzolch, também urologista, ilustrou o mesmo princípio com números: "De 20 a 25% das mortes masculinas se devem a cânceres, mas as doenças cardiovasculares contribuem com 30%", expôs Anzolch, em palestra realizada no Serpro.
Eis o ponto em que profissionais da área médica concordam: mais que a prevenção ao câncer de próstata, o Novembro Azul deve estimular a abordagem integral preventiva para os homens. "Rastreamento remete a uma lógica de: chegar no local, responder a um questionário, fazer o exame de sangue, fazer o exame de toque e pronto. Voltar uma semana depois. É essa abordagem que se está questionando", diz Zordan. "Pois, no rastreamento populacional sistemático, apenas se os exames derem alteração é que se passará pela consulta completa com o médico".

Por outro lado, se os exames apontarem resultados normais, "o homem vai embora e ninguém mediu sua pressão, ninguém soube nada de sua glicemia, ninguém ouviu os dramas pessoais dele! Ninguém ouviu ele falar se tem impotência sexual", alerta Zordan.
De acordo com o médico, a impotência sexual pode ser o primeiro sintoma de doença cardiovascular isquêmica e dislipidemia. "Um derrame acontece quando há o entupimento de uma artéria do cérebro, que é bem mais calibrosa (grossa) do que as artérias do pênis. Como os fatores de risco vasculares são os mesmos para a disfunção erétil, a impotência é também uma sinalização importante, pois chega muito antes de um derrame cerebral ou infarto no coração. E pode ser que depois de quatro anos dessa impotência esse homem infarte. Esse indivíduo era diabético, hipertenso, e porque não quis fazer o exame de próstata acaba morrendo de uma outra causa que poderia ser evitada. Vamos conscientizar os homens de que eles precisam se conhecer e fazer exames conforme a conversa que tiverem com seus médicos", completa.
Diagnóstico complexo
Karin Anzolch, cirurgiã e integrante da Sociedade Brasileira de Urologia, esteve na Regional Porto Alegre do Serpro para falar sobre a prevenção ao câncer de próstata. Ao final do evento, resumiu as informações fundamentais sobre a doença, que atinge cerca de mais de 60 mil brasileiros anualmente, de acordo com dados do Ministério da Saúde.
Segundo Anzolch, a maioria dos cânceres de próstata são de progressão silenciosa, ou seja, não apresentam sintomas até que atinjam grandes dimensões. “Um problema adicional é que a próstata pode sofrer pelo menos três tipos de doenças frequentes: hiperplasia benigna, que é o crescimento benigno da próstata; prostatite, que é uma inflamação; e o câncer de próstata, propriamente, ” explica a cirurgiã. "Não se deve aguardar 'sentir alguma coisa' para só então ir ao médico. Conversar com o urologista é a forma adequada de estabelecer, para cada pessoa, seu risco, e qual sua necessidade de fazer exames periódicos, ou não”, ressalta Anzolch.
Fatores importantes na prevenção do câncer de próstata
- Histórico hereditário: ter alguém com câncer de próstata na família.
- Afrodescendência: a incidência é maior, estatisticamente, em homens negros.
Se houver um desses fatores, recomenda-se a visita anual pelo menos a partir dos 45 anos. Em caso negativo, a visita anual deve ser feita a partir dos 50 anos, pelo menos.
Sintomas de alerta para procurar o urologista de imediato
- Dificuldades para urinar: diminuição do jato, urinar seguidamente, sensação de não conseguir esvaziar a bexiga.
- Sangue no esperma ou na urina e dores da região pélvica.
Comunicação Empresarial do Serpro - 17 de novembro de 2016