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Interoperabilidade
Fórum discute melhores práticas na gestão da TI pública

Evento foi realizado na Sede do Serpro, em Brasília
Nesta quinta-feira, 20 de outubro, em Brasília, foi realizado o IV Fórum de Governança. O objetivo desta edição foi debater os Modelos de Referência do Framework de Arquitetura Corporativa para Interoperabilidade no Apoio à Governança (Facin), apresentando seus conceitos, conteúdo, integração e aplicação nas organizações públicas, bem como as vantagens para a sociedade como um todo.
A proposta do framework é permitir que órgãos públicos possuam uma mesma base para a prática da governança em suas áreas de abrangência, proporcionando mais transparência e, também, uma melhor compreensão dos processos públicos, por parte dos cidadãos brasileiros.
IV Fórum de Governança
O evento foi composto por cinco painéis que contaram com a participação de especialistas do governo, mercado e de organizações internacionais. Durante a abertura do fórum, as boas-vindas ficaram a cargo do diretor de Operações, Iran Porto, que frisou ser fundamental, para melhorar a eficiência do Estado, a discussão sobre interoperabilidade, integração e governança de TI. "Para melhorar aquilo que nós, enquanto agentes públicos, temos a responsabilidade de entregar para a sociedade", afirmou.
"A gente precisa começar a entregar produtos. Se esperarmos o ótimo, não entregaremos nunca. O Serpro aceita esse desafio" [Iran Porto]
Para Iran, não existem serviços que a tecnologia não possa entregar e aprimorar. "Toda tecnologia está disponível. Nós temos ferramentas, infraestrutura e empresas públicas de TI, como o Serpro e a Dataprev, que estão preparadas para entregar serviços. Por que a gente não entrega? Por que a sociedade não percebe esse valor? Porque a gente perde muito tempo e energia discutindo o óbvio. A gente precisa começar a entregar produtos. Se esperarmos o ótimo, não entregaremos nunca. O Serpro aceita esse desafio", destacou.
Debates
Aline Soares, representante do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, pontuou que já existem iniciativas do governo para facilitar a vida dos cidadãos com o uso da internet, sem a necessidade de enfrentar filas e deslocamentos até prédios públicos. Ela citou a Plataforma de Cidadania Digital, cuja ideia é permitir o acesso a vários serviços do governo através de um único portal. "O governo precisa adotar essa lógica de ter um canal único de comunicação com o cidadão. A estratégia é a simplicidade", disse.
Para o diretor de Governo Digital do Ministério do Planejamento, Wagner Araujo, há uma expectativa maior do cidadão brasileiro pelos serviços prestados pelo estado. De acordo com ele, o propósito do framework Facin é a melhora da governança de arquitetura de dados nas instituições públicas, o que resulta na melhora da governança do Estado brasileiro. "O Estado precisa mostrar a que veio no governo digital, integrando e entregando aos cidadãos, com transparência, o que eles necessitam. Os setores públicos precisam se reinventar, atuando nas suas esferas sem os tradicionais limites", analisou, citando, como exemplo, o serviço da empresa Uber, que reinventou a forma como as pessoas utilizam o táxi.
"O Facin vai referenciar e será referenciado por todos, porque é a condição de interoperabilidade" [Marcus Vinícius da Costa]
Marcus Vinícius da Costa, do Serpro, coordenador de Integração e Interoperabilidade, fez um histórico sobre a criação e andamento do projeto. "Ao ser incorporado como padrão, o framework passa a ser uma referência para o governo, porém não se pretende que todo o governo tenha a mesma cara. Cada órgão tem que ter o seu framework. É o princípio da governança, pois ela não tem uma cara única. O Facin vai referenciar e será referenciado por todos, porque é a condição de interoperabilidade", explicou.
Por sua vez, Luis Felipe Salin Monteiro, diretor de Modernização do Ministério do Planejamento, narrou a experiência do órgão, que montou um laboratório de inovação junto à Escola de Administração Pública (Enap). Segundo ele, trata-se de uma rede de inovação com 40 órgãos públicos. "Vamos colocar a realidade em nosso colo para ver que problemas temos para resolver. Sempre com a visão de entregar algo concreto para o cidadão. Menos papel, mais ação. Temos que ter a visão da entrega quando a gente conecta modelos com necessidades", ressaltou.
E concluiu: "A minha provocação é a de sairmos do papel e fazer virar realidade. A gente tem que desenvolver uma capacidade de abstração e ir direto ao ponto. Na verdade a gente quer tirar as pessoas do prédio. É preciso sair de detrás da mesa para ver o atendimento ao cidadão".
Comunicação Empresarial do Serpro - 20 de outubro de 2016