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Equidade de gênero
Menina de TI realiza turma para filhas de profissionais do Serpro

Uma turma de 14 adolescentes, formada por filhas e filhos, netas e netos de profissionais do Serpro, participou do projeto Menina de TI na sexta-feira, 26, na regional do Serpro em Brasília. O projeto foi elaborado pela Coordenação de Comunicação Empresarial do Serpro em parceria com áreas de Tecnologia da Informação (TI ) da empresa, e busca despertar o interesse feminino pela área. A participação feminina em cursos universitários na área de TI é de pouco mais de 10%, daí a ideia do projeto.
Além de assistirem a palestra sobre carreiras no mercado de TI, as alunas e alunos, todos estudantes de nível médio, conheceram o Centro de Dados e o Centro de Comando do Serpro. Ao final da tarde, participaram de oficina prática de programação.
A seleção é feita por ordem de inscrição, à medida que novas turmas são abertas. Para se inscrever, basta enviar, para o e-mail comunicacao.social@serpro.gov.br, o nome completo e a escolaridade da estudante, além de telefone e nome do empregado do Serpro que seja o responsável. O foco do projeto é o público feminino, mas meninos também podem participar.
Confira o depoimento de duas participantes
Veja também as fotos do evento.
Histórico e motivação
O Serpro, além do seu trabalho de modernizar a administração pública, atua de forma socialmente responsável. A empresa mantém processos de uso ambientalmente correto de materiais, promove a ampliação do acesso à informação com o programa de inclusão digital e investe na igualdade de oportunidades entre mulheres e homens, entre outros.
Os primeiros departamentos e cursos universitários relacionados à informática surgiram nas décadas de 1960 e 1970. Na primeira turma da Universidade de São Paulo, em 1974, 70% dos alunos da turma eram mulheres. A partir da década de 1980, quando os computadores viraram um negócio lucrativo, o cenário mudou e os homens passaram a dominar o mercado da computação. Tal cenário também se refletiu no ambiente acadêmico. Em 2015, no país, as mulheres representavam um pouco mais de 10% dos estudantes universitários da área.
Para especialistas, a disparidade na participação de homens e mulheres no mercado de TI é reflexo da baixa participação do gênero feminino nos cursos universitários de tecnologia. E o consenso sobre a melhor forma de intervir nessa situação é a de realizar ações voltadas ao momento em que nasce a desigualdade entre meninos e meninas: a juventude.
Comunicação Empresarial do Serpro - 29 de agosto de 2016