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Equidade de gênero
Serpro inicia o projeto Menina de TI em São Paulo

Em oficina, linguagem de programação atrai a atenção das jovens
O Serpro realizou nesta quinta, 30 de junho, em São Paulo, o projeto-piloto do Menina de TI. Inicialmente envolvendo as jovens aprendizes da empresa, o projeto almeja alcançar as adolescentes e jovens matriculadas no Ensino Médio e Técnico, em cursos de Educação de Jovens de Adultos (EJA) e em medidas socioeducativas.
A proposta do projeto é despertar o interesse e estimular o conhecimento das estudantes sobre as carreiras do mercado de TI, aumentar o número de garotas que ingressem em cursos e faculdades de tecnologia e incentivar a entrada de um número maior de mulheres na área-fim do mercado de TI.
Fase inicial
Nesta fase piloto do projeto, 30 jovens aprendizes assistiram à projeção do vídeo institucional da empresa - que mostra como o Serpro está presente em todo o ciclo de vida do cidadão, à palestra sobre carreiras no mercado de TI, e realizaram ainda uma visita guiada às áreas onde as profissionais do Serpro expuseram didaticamente suas atividades.
O roteiro contou também com uma atividade prática de programação de computadores, que prendeu a atenção de todas as participantes. Para a jovem aprendiz Naiara Almeida, o projeto trouxe uma experiência positiva: "Trabalhamos na empresa, mas não sabíamos tudo que é feito aqui. Despertou meu interesse na área de TI", conta ela.
O Menina de TI foi idealizado pela Coordenação Estratégica de Comunicação Empresarial do Serpro (Cecom). O projeto é concretizado em parceria com as diferentes áreas da empresa e, posteriormente, será levado para outras localidades do país.
Histórico e motivação
O Serpro, além do seu trabalho de modernizar a administração pública, atua de forma socialmente responsável. A empresa mantém processos de uso ambientalmente correto de materiais, promove a ampliação do acesso à informação com o programa de inclusão digital e investe na igualdade de oportunidades entre mulheres e homens, dentre outros.
Os primeiros departamentos e cursos universitários relacionados à informática surgiram nas décadas de 1960 e 1970. Na primeira turma da Universidade de São Paulo, em 1974, 70% dos alunos da turma eram mulheres. A partir da década de 1980, quando os computadores viraram um negócio lucrativo, o cenário mudou e os homens passaram a dominar o mercado da computação. Tal cenário também se refletiu no ambiente acadêmico. Em 2015, no país, as mulheres representavam um pouco mais de 10% dos estudantes universitários da área.
Para especialistas, a disparidade na participação de homens e mulheres no mercado de TI é reflexo da baixa participação do gênero feminino nos cursos universitários de tecnologia. E o consenso sobre a melhor forma de intervir nessa situação é a de realizar ações voltadas ao momento em que nasce a desigualdade entre meninos e meninas: a juventude.
Comunicação Empresarial do Serpro - 30 de junho de 2016